Biella é bella!

Bona sera!


Depois do jantar do nosso primeiro dia, fomos dar um passeio a pé por Biella. De repente, parecia que estávamos na Rua Direita de Aveiro, com a diferença que as casas são muito semelhantes às antigas construções lisboetas, mas muito melhor conservadas. É tudo muito bonitinho, sendo que as janelas têm quase sempre portadas e as varandas estão sempre decoradas com vasos de flores. As flores, aliás, aliadas ao clima (muito!) quente, mesmo às dez da noite, dão à cidade um aroma muito agradável. Parece sempre que estamos no meio do campo!


O tijolinho (que vemos muito por Aveiro também) é igualmente uma presença constante, conciliando os edifícios antigos com as fachadas mais modernas. Os parques e jardins (e existem alguns!) estão bem iluminados e conservados, embora, à noite, os mais jovens prefiram concentrar-se mais próximo dos poucos locais que ainda se encontram abertos: vimos uma geladaria e um ou outro bar. As estradas e os passeios são empedrados, obviamente de influência romana. Tentaremos mostrar fotos em breve, porque, desta vez, o caminho foi feito em velocidade para «desmoer» o jantar!


O comércio tradicional está muito presente por aqui e devemos dizer que, ao contrário do que pensávamos, os preços não são muito diferentes do que se vê por aí. Inclusivamente, algumas marcas italianas (Calzedonia, Intimissimi e Tezenis, por exemplo) são até mais acessíveis do que em Portugal, o que também é lógico. As compras acabam por ser bastante tentadoras, até porque se nota que a variedade é muito maior, mas ainda não abrimos os cordões à bolsa!


Sabem como é que se diz farmácia em italiano?!... Farmacia! Não é espectacular???

Siamo Arrivati!

Pois é, Moonies, chegámos ao topo da bota, eu diria que estamos algures na costura de tão elegante calçado! A viagem correu bem. Apesar de o avião se ter atrasado meia hora, colocaram-nos em business class, que, embora não seja a primeira, era a mais alta daquele avião. O almoço que nos serviram (português!) estava muito saboroso e o chocolatinho no final valeu o upgrade.



Como voámos sempre a uma altitude mais baixa do que quando atravessámos o Oceano Atlântico, até conseguimos apreciar um pouco da paisagem, sobretudo quando sobrevoámos os Alpes. Quase que conseguíamos tocar no topo daquelas montanhas inóspitas, carregadas de neve, que se confundiam com os pedaços de nuvem que passavam. O que vimos passar também foi outro avião e devemos dizer que é realmente assustador ver a velocidade a que se voa, completamente diferente da ideia que temos em terra, onde parece que os «pássaros» andam sempre devagar.



Assim que chegámos, fomos até Biella num Alfa Romeo Mito que fez as delícias dos rapazes. A viagem durou quase uma hora e meia, numa autoestrada muito semelhante às nossas, sendo que a paisagem era maioritariamente de campos de arroz e alguns de milho. Enfim, muito verde e muitas quintas à mistura. Foi possível ainda ver algumas igrejas, muito características desta zona de Itália, onde a arquitectura é com materiais orgânicos e predominam as cores terra. Faz tudo parecer mais rústico, acolhedor e, na nossa opinião, mais bonito do que aquilo a que estamos habituados por terras lusas.



O jantar, como não podia deixar de ser, foi pizza! Vá, sejamos honestos… primeiro, porque é um prato característico de Itália e tínhamos de provar as especialidades, segundo porque não percebemos grande parte da ementa. Tendo em conta que a empregada não falava uma palavra de inglês, fomos pela escolha mais fácil. De qualquer forma, as quantidades são sempre imensas e, até agora, nada defraudou as expectativas. O João Sarraipa, que nos acompanha, pediu costeleta de vaca e teve direito a um jantar digno de um qualquer Obélix da Gália.



Para terminar, algumas curiosidades linguísticas do primeiro dia:
Piano – além de ser «suavemente», quer também dizer andar, como «rés-do-chão» é «piano terra»;
Autonoleggio – aluguer de automóveis
Parcheggio – parque de estacionamento
Uscita – saída (para os aveirenses, também era o nome de uma loja. LOL!)
Ore/Orario – horas/horário

Vamos a Milano!

Pois é, depois de termos sossegado as malas após 30 dias inteirinhos por terras cariocas, eis que nos obrigámos a tirar-lhes o mofo e hoje ainda rumamos a Milão, a capital da moda! Pelo que nos têm dito, Milão deve ser só mesmo isso, porque, enfim, não vamos com uma grande expectativa. Mas, para quem vai trabalhar ao mesmo tempo, tudo o que vier é bónus!

A cidade de Milão, a maior e mais populosa região metropolitana de Itália e a terceira maior da União Europeia, foi fundada sob o nome de Mediolanum pelos Insubres, um povo celta. Actualmente, é uma cidade internacional e cosmopolita, sendo um dos principais centros transportacionais e industriais da Europa e é um dos mais importantes centros da UE para negócios e finanças, com a sua economia sendo uma das mais ricas do mundo.

Milão é conhecida mundialmente como a capital do design, com maior influência global no comércio, na indústria, música, desporto, literatura, arte e mídia, tornando-se uma das cidades principais do mundo. A metrópole é especialmente famosa pelas suas casas e lojas de moda, como a Via Montenapoleone, e a Galleria Vittorio Emanuele na Piazza Duomo, o shopping mais antigo do mundo. A cidade de Verdi tem ainda um rico património cultural e possui uma culinária riquíssima em pratos variados, sendo a origem do bolo de Natal, por exemplo, e o Panetone.

Mas...

A nossa primeira paragem será por Biella, até à próxima sexta-feira. A província de Biella é uma província italiana da região de Piemonte, com cerca de 187.041 habitantes. Faz fronteira a norte, a este e a sul com as províncias de Turim e Vercelli e a oeste com a região Valle d'Aosta.

Mais pormenores, só depois de lá chegarmos!

Bon voyage! =)

The End



O fim já aconteceu há algum tempo, (embora o meu jet lag me faça pensar que a viagem de regresso foi ontem), mas parece que a chegada é ainda mais complexa que a partida e só deu para virmos terminar oficialmente a nossa jornada agora. Saudadinhas? Nós também já temos muitas!...

O último dia foi apenas para fazer as malas. Não, não demorámos o dia todo, mas também não dava para darmos mais largas à imaginação, portanto ficámos mesmo por casa até à hora de irmos para o aeroporto, que já foi tarde! É verdade, a nossa viagem «terminou» com uma grande correria, mais um bocadinho e era uma verdadeira cena de filme... ou telenovela, não estivéssemos nós na terra delas!

Eram engarrafamentos em sítios pouco prováveis, uma correria que atravessou todo o aeroporto e um dos meus primos na fila, desesperado, porque o embarque estava prestes a fechar! Mas acabou por correr bem e até conseguimos transferência para um voo da TAP, directo, porque isto dos aviões espanhóis não anda a correr muito bem e qualquer passagem por Madrid poderia significar mais algum tempo de espera.

Portanto, livrámo-nos do espanholês de nuestros hermanos, da sua comida fraquita, de duas aterragens e duas descolagens, e ganhámos um jantar com tudo a que tínhamos direito no aeroporto :P, a música para os nossos ouvidos do português da tripulação (que saudades!), dos monitores individuais com jogos, filmes e mais alguma coisa de que nos lembrássemos... tanta coisa que dormir parecia difícil!!!

Num voo nocturno, o melhor mesmo era conseguirmos fechar os olhos e lá fomos tentando, embora, pelo meio, acordados subitamente com uma das hospedeiras a perguntar se alguém era médico... Pânico!... Mas não, não era nada com o piloto e tudo indicava que o nosso regresso ao solo (ufa!) estava assegurado... tirando a turbulência (muita!), foi tudo tranquilo. Tudo menos o nosso espírito, que já só queria era chegar à «terrinha»!

Aiii, apesar do fim das férias, foi muito bom voltar ao nosso país, ouvir falar português (real!), saber com o que podemos contar, ver a família, um mês depois, e os amigos! It's good to be home!!! Por outro lado, tomámos-lhe o gosto e, quem sabe, mais próximo do que esperamos, lá estamos nós aqui a escrever de novo, sobre outro qualquer destino paradisíaco... ou não!

Mais uma vez, obrigada por terem acompanhado a nossa viagem, acabou por ser melhor para nós, porque também vos sentimos a todos mais perto e as saudades não pareceram tão arrebatadoras! Obrigada também pelos elogios que recebemos e, já sabem, até à próximaaaaaaaaaaa!...

Despedida


Pois é, o tempo passa mesmo a voar quando nos divertimos e o nosso penúltimo dia no Rio de Janeiro acabou por chegar num abrir e fechar de olhos. Foram umas férias completas, fizemos tudo a que tínhamos direito (e mais alguma coisa!), andámos por lugares que muitos dos cariocas não conhecem, descobrimos a história de um país e a origem da sua cultura e, acima de tudo, aproveitámos ao máximo, fizemos tudo o que queríamos realmente fazer, portanto o balanço só poderia ser positivo!

E, para provar que experienciámos mesmo de tudo (de bom) por terras de Vera Cruz, hoje fomos a uma casamento! LOL! É mesmo verdade, hoje a filha mais velha da actual mulher do meu avô casou-se e fomos convidados! Foi uma coisa muito simples, uma vez que o processo foi pelo civil e a festa só se fará no sábado, mas estivemos presentes no cartório, onde estiveram também mais cinco casais.

Depois, fomos jantar a um restaurante italiano, em plena Copacabana, que serviu também como nosso jantar de despedida, já que amanhã estaremos de volta à "terrinha", da qual, confessamos, já temos algumas saudades!...

Para fechar a nossa "rubrica" gastronómica, deixo-vos com o esclarecimento acerca do aipim, do qual já falámos sucintamente, mas que foi eleita a nossa descoberta mais sabora e, simultaneamente, saudável! Mandioca, apim ou mcaxeira, de nome científico Manihot esculenta, é um arbusto que, teria tido a sua origem mais remota no oeste do Brasil (sudoeste da Amazónia) e que, antes da chegada dos europeus à América, já estaria disseminado, como cultivo alimentar, até à Mesoamérica (Guatemala, México).

No Brasil, a raiz tuberosa da mandioca é consumida na forma de farinhas, da qual se faz a farinha de mandioca e tapioca ou, em pedaços cozidos ou fritos. Está presente também no preparo de receitas típicas da Amazónia, como o tacacá, o molho tucupí e, com suas folhas cozidas, prepara-se a maniçoba. No nosso caso, provámos em forma de puré, pedaços cozidos (substituindo a batata), frito e em forma de bolinhos (muito parecidos com o pão de queijo, mas cujo recheio era aipim). Ficámos, realmente, fãs e vamos descobrir se há à venda em Portugal!
Bom, leitores assíduos, este será o último post escrito a partir do Brasil. Quando chegarmos, encerramos esta etapa do blog. Obrigada a quem se manteve presente, através dos comentários e e-mails, em breve mataremos saudades pessoalmente! Beijões galeeeeeraaaaaaa!...

Floresta da Tijuca




No nosso último dia de passeio, fomos conhecer as praias que ainda não tínhamos visto do Rio de Janeiro, aquelas que ficam a sul da Praia do Pontal, que, se bem se lembram, foi a nossa primeira paragem. Por isso, a viagem de hoje serviu também para fecharmos o ciclo, já que terminámos onde começámos. É verdade, as nossas férias estão a chegar ao fim!...

A nossa primeira paragem de hoje foi na Praia de Guaratiba, situada ao sul da Serra da Grota Funda, incluindo manguezais e o ponto de acesso à Restinga (que são as dunas por aqui) de Marambaia. Nesta área, fica o Centro de Avaliação do Exército (CAEX), que cuida de grande parte da restinga, onde são realizados testes de balística, sendo mais famoso com a denominação de Campo de Prova de Marambaia, palavra que em "tupi-guarani" significa paliçada de guerra.

Por coincidência, estava lá todo um "arsenal" da Rede Globo, curiosamente para filmarem cenas da novela "Três Irmãs", da qual já vos falámos. Inclusive, a actriz Cláudia Abreu encontrava-se pronta para filmar, dentro de um carro em andamento, pelo que pudemos, mais uma vez, ter contacto com a indústria televisiva brasileira e todo o seu equipamento. Foi muito engraçado!

Depois de passarmos por outras praias, assim como a chamada de Prainha, decidimos conhecer a Floresta da Tijuca, em pleno Rio de Janeiro, muito próxima do Corcovado. Preocupado com a falta de água que afectava a cidade, D. Pedro II mandou plantar a Floresta da Tijuca em 1861, sendo este o primeiro exemplo no Brasil de reconstituição de cobertura vegetal com espécies nativas. No final do século passado, já haviam sido plantadas 90 mil árvores, que formam a mata, hoje transformada em parque municipal.
Actualmente, é uma importante área de lazer, com trilhas e espaços privilegiados para prática de desporto, como o ciclismo, corrida e montanhismo. Dispõe ainda de praças com brinquedos para crianças, espaços reservados para churrascos, confraternizações familiares e comunitárias e restaurantes. Mas um dos pontos que mais nos interessou foi a Cascatinha Taunay, no rio Cachoeira, que de "inha" tem muito pouco! :P

Niterói – Fortaleza de Santa Cruz da Barra



E, depois do descanso de ontem, hoje voltámos às nossas explorações, tendo sido altura em que passámos, pela última vez nesta viagem, a ponte Rio-Niterói. O destino era a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se encontra no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói.

Juntamente com a Fortaleza de São João, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colónia e do Império, sendo, actualmente, a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.

Na nossa visita guiada, pudemos observar, entre outras coisas, o Relógio de Sol (em pedra de Lioz portuguesa, com algarismos romanos, datado de 1820), a Capela de Santa Bárbara, as masmorras, a chamada Cova da Onça (alegado local de torturas), o local de enforcamentos (no Pátio da Cisterna), o paredão de fuzilamentos (na Galeria 25 de Março), o Salão de Pedra (antigo paiol), as baterias de artilharia, a cisterna, o farol, o mastro da bandeira e a vista privilegiada da barra e da cidade do Rio de Janeiro.

De salientar a Capela de Santa Bárbara, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, que remonta ao alvorecer do século XVII e assenta sobre rocha viva. Uma das lendas do local refere-se à imagem de Santa Bárbara, entalhada em madeira, em tamanho natural, erradamente entregue à Fortaleza, mas que, sempre que era colocada numa embarcação para ser devolvida ao Rio de Janeiro, o mar ficava revolto, de forma inexplicável, pelo que a imagem permaneceu naquele local. As coisas que temos aprendido, hein?!

Extras



Como hoje, segunda-feira, foi dia de absoluta descanso (e muito necessário!), decidimos aproveitar para vos falar de duas características muito cariocas, uma das quais até já temos vindo a referir: o Volkswagen Fusca (ou Carocha, como se diz por aí) e a água de coco. São as duas coisas que se vêem a toda a hora e marcam também estas nossas férias.

O Fusca foi o primeiro modelo fabricado pela companhia alemã Volkswagen, tendo sido o carro mais vendido no mundo, ultrapassando, em 1972, o recorde do Ford Modelo T. O primeiro Volkswagen brasileiro foi lançado em 1959, obedecendo, com poucas modificações, ao projecto de Ferdinand Porsche, lançado na Alemanha, vinte anos antes. A origem do nome Fusca está relacionada com a pronúncia alemã da palavra Volkswagen. O nome da letra V em alemão é "fau" e o W é "vê". Ao abreviar a palavra Volkswagen para VW, os alemães pronunciavam "fauvê". A abreviação alemã "fauvê", rapidamente se transformou em "fulque" ou "fulca", que os brasileiros tornaram fusca, mas há locais onde se diz fuqui ou fuca.

Actualmente, o Fusca permanece como um dos carros usados mais vendidos no mercado brasileiro. Conseguimos avistá-lo a toda a hora nas estradas, sempre modelos antigos. A nova versão do Fusca, o Beetle, vimos apenas uma vez. Já as carrinhas Volkswagen, as “pão de forma”, que aqui são chamadas de “vans”, também são moda por aqui, já que servem também de transporte público, devido ao excesso de procura de autocarros. Assim, as carrinhas funcionam de forma semelhante, contudo, muitas delas são ilegais. Por esse motivo, é muito comum ouvir-se dizer que os condutores deste tipo de veículos são os mais perigosos no trânsito (já muito louco!).

Quanto à água de coco, que funciona hoje como destaque gastronómico, é um sumo natural, produzido pelo líquido retido dentro da polpa do coco, o fruto do coqueiro. É rico em potássio, poucas calorias, muitos nutrientes, livre de gordura e com alto poder hidratante. Ajuda no bom funcionamento do intestino e no metabolismo alimentar, é uma bebida diurética. E, para além de todas estas vantagens, é bom! LOL!

A foto que colocámos é um dos vários carrinhos que vendem água de coco que se vêem por aqui, em todo o lado, mesmo nas avenidas mais movimentadas! E, pasmem, também já se vende água de coco engarrafada!... Aliás, também existe em copo, mas industrializada, com uma tampa lacrada, tal como a água. Segundo nos disseram, quanto mais perto do mar estiver o coqueiro, mais doce é a água de coco. Há até quem regue os seus coqueiros com água salgada, para obter melhores resultados. Isto, porque é muito comum os quintais terem coqueiros! :P

Adeus Nova Friburgo



Hoje despedimo-nos de Nova Friburgo, mas, como vos disse, ontem ainda tivemos tempo de visitar o Jardim do Nêgo, um atelier ao ar livre, propriedade do escultor Nêgo Simplício, que inventou, no sítio onde mora, uma técnica singular, esculpindo na terra e na rocha e cobrindo a sua obra, para que crie musgos. Isto, além de evitar a erosão, permite que a natureza abrace a sua criação.

As esculturas são absolutamente magníficas e muito difíceis de descrever. Mesmo através das fotos, é complicado vocês entenderem a dimensão das obras ou mesmo a sua comunhão com o contexto envolvente. Tivemos também oportunidade de conhecer o Nêgo, que nos confessou que é muito trabalhoso fazer a manutenção às esculturas, já que estas são afectadas pela chuva ou até mesmo influenciadas pelo clima seco.

A visita à cidade terminou com a ida à Queijaria Suíça, onde pudemos conhecer a fábrica de queijo e de chocolate e, como não podia deixar de ser, não resistimos a trazer uma embalagem de chocolate suíço, artesanal… Enfim, para trazermos uma recordação… cof cof… para nunca mais nos esquecermos desta viagem absolutamente cultural e histórica… Nunca a História foi tão saborosa!!!

O dia de hoje acabou com uma ida ao teatro, no Rio de Janeiro. Pois é, estamos a tentar absorver todo o conhecimento que podemos e isso faz-se através de novas experiências. Aqui, ao contrário do que se passa em Portugal, há várias salas de teatro nos centros comerciais, assim como aí se vêem as salas de cinema, o que aproxima as pessoas desse tipo de arte e faz com que haja mais público a assistir às peças. Os preços, contudo, não são muito diferentes dos praticados em Portugal.

Nova Friburgo




Ontem fizemos a nossa última viagem para fora do Rio de Janeiro e chegámos a Nova Friburgo, uma cidade localizada na serra, a 136 quilómetros da capital fluminense. Com mais de 178 mil habitantes, o município encontra-se a 846 metros de altitude, pelo que encontrámos o clima português e matámos saudades (ou não!), dando uso aos casacos, que já nos queixávamos que tínhamos trazido em vão!...

Hoje, foi tempo de conhecermos melhor esta cidade, de influência suíça, claro está, já que Friburgo localiza-se naquele país, de onde vieram as 261 famílias que colonizaram a região, entre 1819 e 1820, totalizando 1682 emigrantes, que viveram, inicialmente, da agricultura.

Além do turismo e de ser a segunda maior produtora de flores do Brasil, Nova Friburgo também é conhecida como a “Capital Nacional da Moda Íntima”, pela sua enorme produção, com uma grande variedade de modelos. É, portanto, um pequeno paraíso para o Filipe, já que os outdoors por aqui são apenas e só de publicidade a lingerie, com fotos sugestivas! LOL! Há até mesmo centros comerciais apenas de roupa interior, por onde andámos durante esta manhã, até porque as centenas de modelos são vendidas a preços de fábrica.

Mas a vida não se faz de tangas brasileiras e wonderbras (“pena”, diz o Filipe), então também visitámos Nova Friburgo Country Clube, que, com uma área de 225 mil metros quadrados, dos quais 80 mil fazem parte de um belíssimo jardim, foi construído para ser a residência de Antonio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo. Actualmente, parte do local é aberta à visitação pública, enquanto algumas de suas dependências funcionam exclusivamente para os associados ou ocasiões especiais.

E, antes que me deserdem por escrever demais, vou deixar o resto dos nossos passeios para o post de amanhã! Estamos a menos de uma semana do regresso a Portugal e as saudades já apertam de tudo quanto nos espera por aí, principalmente a família e os amigos, mas este mês tem sido muito produtivo e deu-nos algum conhecimento pessoal, que se vai traduzindo, também, numa admiração ainda maior pelo nosso próprio país. (OK, OK, eu calo-me! :P)