E, depois do descanso de ontem, hoje voltámos às nossas explorações, tendo sido altura em que passámos, pela última vez nesta viagem, a ponte Rio-Niterói. O destino era a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, que se encontra no lado oriental da barra da baía de Guanabara, no bairro de Jurujuba, em Niterói.
Juntamente com a Fortaleza de São João, constituiu a principal estrutura defensiva da barra da baía de Guanabara e da cidade e porto do Rio de Janeiro durante o período da Colónia e do Império, sendo, actualmente, a sede da Artilharia Divisionária da 1ª Divisão de Exército.
Na nossa visita guiada, pudemos observar, entre outras coisas, o Relógio de Sol (em pedra de Lioz portuguesa, com algarismos romanos, datado de 1820), a Capela de Santa Bárbara, as masmorras, a chamada Cova da Onça (alegado local de torturas), o local de enforcamentos (no Pátio da Cisterna), o paredão de fuzilamentos (na Galeria 25 de Março), o Salão de Pedra (antigo paiol), as baterias de artilharia, a cisterna, o farol, o mastro da bandeira e a vista privilegiada da barra e da cidade do Rio de Janeiro.
De salientar a Capela de Santa Bárbara, uma das mais antigas do Rio de Janeiro, que remonta ao alvorecer do século XVII e assenta sobre rocha viva. Uma das lendas do local refere-se à imagem de Santa Bárbara, entalhada em madeira, em tamanho natural, erradamente entregue à Fortaleza, mas que, sempre que era colocada numa embarcação para ser devolvida ao Rio de Janeiro, o mar ficava revolto, de forma inexplicável, pelo que a imagem permaneceu naquele local. As coisas que temos aprendido, hein?!
1 comentário:
E q nos ensinam :)
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