Domingo de Churrasco




"Ora, pois" (uma coisa que os brasileiros afirmam que dizemos muito!) que no nosso primeiro domingo carioca não pôde faltar o verdadeiro churrasco, daquele que une a família e enche a mesa e onde só se come carne de primeira e confeccionada daquela forma que os portugueses nunca hão-de conseguir!...

O anfitrião foi o irmão da Dalila, a mulher do meu avô, que nos recebeu na sua casa, em Jacarepaguá, com toda a simpatia que se espera de um jornalista, pois claro (achavam que eu ía dizer brasileiro, não? haha!). Provámos de tudo e amámos tudo, é mesmo caso para repetir que, de facto, não deve haver povo que perceba mais de churrasco e carne verdadeiramente saborosa. O Filipe já diz que, quando sairmos daqui, o mais provável é tornarmo-nos vegetarianos, porque "a carne não vai saber a nada"...

E, como hoje é Domingo, aproveitamos para vos falar um pouco da história desta especialidade brasileira, com origem no Rio Grande do Sulno século XVII, nas imensidões dos pampas, quando essa parte do Brasil, disputada por castelhanos e paulistas, era ocupada por milhares de cabeças de gado selvagem, oriundas de Buenos Aires e de outras áreas da Argentina. Quanto às dicas, acreditem que investigámos algumas e chega a ser quase uma arte, mas vale a pena!...

E, como ontem falhei em falar-vos de mais um prato típico que provámos, hoje vou tentar pôr-vos em dia nessa área, até porque foi um Domingo típico (daqueles em que não se faz muito mais além de comer!) e é possível alargar o nosso sector culinário diário, mas não se habituem mal, hein?! Isto, por aqui, interessa-nos é a cultura... cof cof... a comida é apenas um bónus... cof cof... somos pessoas civilizadas, gostamos de ver monumentos e paisagens... cof cof!...

Portanto, ontem, o meu primo Tó Zé e a companheira Mônica fizeram questão de preparar um prato especial: o escondidinho de carne seca. Tem como base a carne seca, que não é mais do que carne de boi seca ao sol (muito saborosa!), e a mandioca (ou macaxeira, ou aipim), da qual se faz um puré, muito semelhante ao que conhecemos, de batata, mas que exige mais esforço, já que o aipim é uma raíz bastante mais dura e difícil de "amassar". O nome vem do facto de a carne ficar “escondida” pelo puré, intercalada por queijo, que, depois de ir ao forno, lhe dá uma textura bastante diferente da que estamos habituados.

A fotografia do Filipe hoje tem mais a ver com a qualidade da fruta por estes lados. Esqueçam os sabores das frutas tropicais que comemos por aí, ou até mesmo de simples bananas, nada a ver! Chega a ser inacreditável, por vezes nem parecem as mesmas frutas!... Já a minha foto foi para focar o popular "orelhão", que teve origem em São Paulo, em 1920, quando foi criado pela arquitecta Chu Ming Silveira.

1 comentário:

Anónimo disse...

Très bien :)