Centro




Hoje foi dia de conhecermos um pouco mais da história do Rio de Janeiro e visitarmos alguns dos locais mais emblemáticos do centro da cidade. A manhã começou com a ida ao bairro de Santa Teresa, dividido entre a classe média-alta, média e baixa. No local, mora um grande número de artistas, com vista para as favelas que circundam o casario antigo da região central do Rio de Janeiro, com cerca de 45 mil habitantes.

Santa Teresa é conhecido, precisamente, pelas construções históricas e pelos bondes (muito parecidos aos eléctricos lisboetas) que circulam pelas suas ruas. Aliás, foi num desses eléctricos que pudemos passar por cima dos Arcos da Lapa (um antigo aqueduto, hoje desactivado) e apreciar o bairro, pautado por vários restaurantes típicos e muitas lojas de artesanato, assim como as já recorrentes mercearias, ainda do estilo das mercearias antigas, onde se encontra de tudo um pouco!...

O local, que tem vindo a afirmar-se como uma das principais atracções turísticas do Rio de Janeiro, está também a começar a ser conhecido como o "Montmartre carioca", devido ao grande número de artistas que possuem atelier e residem no bairro.

A parte da tarde, foi dedicada à Catedral de São Sebastião (na foto), um projecto bastante diferente daqueles a que estamos habituados neste tipo de construções. O edifício foi inspirado na pirâmide que os Maias construíram na Península de Yucatan, no México, mas, ao contrário desta, tem uma forma circular e cónica. Com capacidade para 20 mil pessoas em pé ou cinco mil sentadas, a igreja tem uma área de oito mil metros quadrados, com 75 metros de altura externa e 64 metros de altura interna.

Para finalizar o dia, passámos ainda pela Cinelândia, o nome popular dado ao local em torno da Praça Floriano, cercada pelos prédios da Biblioteca Nacional, da Câmara Municipal (Palácio Pedro Ernesto), do antigo Supremo Tribunal Federal, do Palácio Monroe e do Theatro Municipal. A ideia foi criar uma versão brasileira da Times Square, com dezenas de teatros, discotecas, bares e restaurantes, tornando-a referência em matéria de diversão popular.

Hoje poderíamos dar mais do que um destaque gastronómico, até porque encontrámos "pastéis de belém" a quase três euros a unidade, mas vamos optar por falar apenas do nosso almoço, no pólo gastronómico de Santa Teresa, o Largo dos Guimarães, onde provámos, pela primeira vez, a moqueca baiana, um cozido de peixe, temperado com cebola, pimentão, tomate e folhas de coentros, além de azeite de dendê e leite de côco. O prato é de origem indígena e n]era originalmente feito numa grelha de varas ou em folhas de árvores, cobertas por cinzas quentes (o que era chamado "moquém").

1 comentário:

Anónimo disse...

Sempre comida bem variada :)